É tão bom ouvir “nossa como você emagreceu” mas nada se compara ao “nossa como você está MAGRA”. Continue firme garota, eu sei que o que você mais quer é ouvir isso!
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O celular despertou, eram 6:30 da manhã. Levantei e fui para o chuveiro. Me vesti, já estava na hora, a escola. Estava com medo, uma escola nova não estava nos meus planos, não assim, no meio do ano. Minha mãe estava dormindo para a minha sorte, na noite passada a nossa briga tinha sido feia. Sai e segui em direção aquela escola. Entrei e parecia estar tudo normal, ninguém reparou em mim, e isso já era de alguma meneira previsível. Segui em direção a supervisão.
- Onde fica a turma 212?
- Aluna nova?
- Sim primeiro dia
- É subindo a escada a última sala a esquerda
- Obrigada
Eu já estava saindo.
- Espera!
- O que?
- Você deve levar esse papel. Todos os professores deverão assinar para colocar seu nome na chamada
- Ta bom
Peguei o papel e coloquei no bolso, em seguida a diretora da escola passou por mim. Eu sabia que era ela pois estava com um crachá escrito “Diretora”
- Oi
Disse ela.
- Oi
Respondi.
- Você é nova aqui não é?
- Sou sim, primeiro dia
- Preciso dar uma conversada com você, espera aqui um pouquinho
Eu sentei e o sinal tocou, depois de uns dez minutos ela voltou.
- Eu estava atendendo um pai de uma aluna, desculpa a demora
- Não não, sem problema
- Então assim, você receberá os livros amanhã pois a moça que fica na biblioteca não veio hoje, amanhã antes de subir você passa lá buscar
- Onde fica?
- A última sala no fim do corredor
- Ta bom
- Agora vamos que eu te levo até a sua nova sala
Ela me mostrou a escada e eu a segui. Estava começando a ficar nervosa. Pensei que ela apenas me mostraria qual era a porta, mas ela entrou na sala. Eu ainda estava do lado de fora. Ela fez um sinal para que eu entrasse. Então entrei.
- Pessoal essa é a nova colega de vocês, a Julia. Por favor deem boas-vindas pra ela
Todos estavam em silêncio e me encaravam. A diretora se despediu e saiu da sala. Eu avistei uma classe no fundo da sala que estava vazia. O caminho até lá parecia não ter fim. Ouvi cochichos e risadas enquanto olhavam pra mim, mas não consegui ouvir o que era. Enfim sentei na classe, ninguém falou comigo. Peguei meu caderno e começei a copiar. Copiei tudo que estava no quadro até o sinal tocar. Fiquei olhando para a última folha do meu caderno enquanto rabiscava alguma coisa. Percebi que duas meninas estavam na frente da minha classe e tinham um olhar nada amigável.
- E ai novata?
- Oi
- Você é daqui?
- Sim
- Não, você não entendeu a pergunta. Eu quis dizer se você é desse planeta
Elas riram, eu não respondi.
- O que foi, não tem boca pra falar?
- Tenho só não quero usar
- Nossa que lápis feio, eu prefico cor-de-rosa
Ela disse enquanto pegava um dos meus lápis que estavam na minha mão, e o quebrou em duas partes.
- Ops, como sou desastrada
Ela pegou outro.
- Não queria quebrar, eu apenas fiz assim…
Ela quebrou o outro também do mesmo jeito, e eu não sabia o que fazer. Finalmente a professora chegou e pediu que todos sentassem. Peguei o papel e entreguei a professora que anotou meu nome na chamada. Quando estava voltando para a classe, a garota que quebrou meus dois lápis disse:
- Gente hoje não vai ter lanche pra nós
- Como assim?
Alguém perguntou.
- Nós temos uma aluna nova e pelo jeito ela come bastante
Ela respondeu, eu engoli o choro e sentei. Alguém havia dito algo para me defender, só não ouvi quem foi, mas ouvi a resposta.
- O que? Ela é muito gorda!
Em seguida a professora pediu silêncio. Aquele periodo foi muito longo. O sinal bateu paro o intervalo. Peguei uma maçã que havia colocado na mochila e caminhei em direção a porta. Mas elas me fizeram parar, ficaram na minha frente.
- Espera ai!
- O que foi agora?
- Nada só ia dizer que você comendo essa maçã não vai ficar magra
- Eu não te perguntei nada
- Mas eu quis falar, gorda, então cala a boca
Eu abaixei a cabeça.
- Me dá isso!
Ela pegou a maçã das minhas maõs e colocou no lixo.
- Ela vai pro lixo assim como a sua beleza e magreza foram quando você nasceu
As duas garotas que estavam junto com ela riram. Eu sai correndo da sala e entrei no banheiro, para ninguém me ver chorando. Chorei por cerca de cinco minutos e o sinal tocou. Lavei o rosto e subi fingindo que estava tudo perfeitamente bem. Mas aquilo estava me machucando. Eu nunca havia ligado tanto para o meu peso, eu sabia que estava alguns quilos a cima do normal, mas nunca cheguei a exagerar com esses pensamentos, nunca cheguei a me sentir gorda. Depois daquelas palavras dessas garotas eu estava me sentindo a garota mais obesa do mundo. Elas eram magras, mas não tinham nenhuma beleza especial ou diferente. Não eram aquele tipo de garota que os garotos olham e dizem “nossa que gostosa” estavam longe disso. Depois de todos aqueles pensamentos rodarem em minha cabeça eu começei a me concentrar na aula, ou tentar pelo menos. Não houve nenhuma piadinha durante a aula de geografia. O que me aliviou por algum tempo, pois não sabia quanto tempo isso ia durar. Fiquei quieta, e engoli o choro várias vezes. Quando já estava achando que não ia mais aguentar segurar o sinal tocou para a saída. Tinha sido a manhã mais longa da minha vida. Coloquei os cadernos na mochila depressa, não via a hora de sair daquela sala. Fui em direção a porta sem nem reparar em quem ainda estava na sala. E elas estavam na porta bloqueando a minha saída, “de novo não” foi a única coisa que eu conseguia pensar.
- Espera!
- Eu realmente preciso ir, com licença?
- Nossa ela é gorda mas é bem educada
Elas riram enquanto eu tentava achar alguma maneira de sair daquela situação. Mas olhei em volta e todos já haviam saído, me senti presa.
- O que, vai pedir ajuda?
Ela perguntou pois viu que eu estava observando a sala. Eu não respondi, me virei quando outra garota puxou a mochila do meu ombro. Não deu tempo de eu segurar. Elas começaram a jogar de uma para outra enquanto eu estava no meio tentando pegar. Tentei duas vezes, depois desisti. Elas continuaram e riam de mim.
- Ela não vai conseguir pegar, está muito gorda pra isso!
Diziam enquanto eu observava sem saber o que fazer. Sem me dar conta não consegui segurar uma lágrima, mas era de raiva. Elas interpretaram errado e acharam que eu estava chorando porque estava triste.
- Não chora, a gente devolve
Ela jogou a mochila com força e eu peguei no ar. Um dos cadernos que estavam dentro da mochila, beteu na minha costela, eu não consegui segurar um “ai” nesse momento.
- O que foi? Doeu?
Elas continuavam rindo, e a cada gargalhada minha tristeza aumentava. Eu sai com a mochila nas mãos mesmo, eu só queria sair dali. Sai correndo pelo portão. Eu sabia que elas não viriam atrás de mim, mas mesmo assim fiquei olhando para trás enquanto fazia o caminho de volta para casa. As lágrimas estavam cada vez mais presentes. Sequei-as antes de entrar em casa. Sabia que minha mãe poderia perceber que eu havia chorado, mas sabia que ela não daria a miníma importância. Abri a porta e subi pro meu quarto. Depois desci para almoçar. Minha mãe estava muda, e eu também não fazia questão de puxar papo. Eu olhei para o almoço, era carne, arroz e feijão. Imediatamente a voz daquelas meninas dizendo “gorda” vieram na minha cabeça. Eu larguei o prato vazio em cima da mesa, fui até a geladeira e peguei uma garrafa de água. Fui para a sala e liguei a tv. Obviamente que minha mãe ia se meter no que eu estava fazendo.
- Não vai almoçar?
- Não estou com fome
Ela deu os ombros e voltou para a cozinha comer. Eu precisava de alguma coisa para me distrair e não pensar que estava com fome então fui assistir um filme que estava passando na tv. Depois que acabou eu liguei o computador. Entrei no facebook como de custume, e havia uma solicitação de amizade. Era um garoto da mesma sala que eu estava estudando, se eu não estava enganada. Aceitei ele sem nenhum problema. Depois de uns cinco minutos ele veio falar comigo no bate-papo.
- Oii
- Oiii
- Tudo bem?
- Sim, você é meu colega certo?
- Sou sim, e é mais ou menos por isso que vim conversar com você
- Pode falar
- Eu sei que o seu primeiro dia não foi facíl, eu vi o que a Anna e a Steffany fizeram com você
- Hm
- Mas eu preciso te mostrar uma coisa
- Mostra
Eu estava começando a ficar nervosa. Ele me mandou um link e consegui ver “ju-gorda” no final da url. Me arrepiei e senti medo de clicar, mas abri a página em uma outra guia. Começei a chorar na mesma hora. Haviam criado uma página pra mim. Para me xingar mais especificamente. Em cima estava escrito com letras grandes “Julia Baleia”, depois havia um tipo de mural que as pessoas podiam comentar em anônimo ou não; mas o pior de tudo era que havia uma foto minha lá. Ao lado dos comentários havia um tipo de contador de visitas, onde dizia que 141 pessoas já haviam visitado a página e já haviam 245 comentários postados. Deduzi que seriam de poucas pessoas. Começei a ler e chorar mais. Haviam comentários do tipo “ela devia ir pro circo pois seria confundida com um elefante”. Li mais dois comentários e fechei a página, não iria aguentar mais. Depois reabri a janela do bate-papo e ele havia mandado mais mensagens.
- Eu não deveria te mostrar isso porque você vai ficar magoada, mas acho que você tinha o direito de saber. Pode até denunciar quem fez essa página
- Obrigado por me avisar, deixa assim, eu não me importo
- Então você vai deixa assim?
- Sim, vou sair, bj
- Ok, bj
Desliguei o computador e corri pro meu quarto, enterrei o rosto no travesseiro. Eu não podia acreditar que aquele pesadelo estava acontecendo comigo. Porque justo comigo? Eu já não suportava ter que conviver todos os dias com a minha mãe. E tinha que esconder meus cortes, as brigas com ela só aumentavam a minha vontade de pegar a lâmina. E com todo esse pso em cima de mim, ainda acontece aquilo? Eu sei que as vezes eu estrapolo, mas parece que faço tudo errado sempre, sem nanhuma exessão. Depois de chorar por muito tempo, tranquei a porta. Mesmo sabendo que a minha mãe não viria até o meu quarto nem se ele estivesse pegando fogo, me sentia mais segura assim, para poder fazer aquilo que me aliviava: me cortar. Fui até a minha gaveta e puxei uma lâmina do fundo dela; ela era nova, havia comprado a uns três dias ou menos. Analisei ela contra a luz para ver se não estava enferrujada, e não estava. Então peguei uma toalha que escondia no fundo do guarda-roupa que sempre usava para estancar o sangue. No ínicio ela era completamente branca, agora já estava vermelha por conta do sangue que eu colocava contra ela. Depois peguei uma faixa que também guardava no fundo da gaveta e coloquei tudo sobre a minha cama e sentei. Fechei a janela pois tinha medo que alguém pudesse me enxergar lá de fora. Peguei meus fones e coloquei no volume máximo na minha música preferida. Tentei assim afastar a vontade de me cortar, mas piorou. Então começei a chorar de novo, e diante de mim estava a lâmina, uma toalha e uma faixa. Tirei meu casaco e percebi que os cortes nele não doiam mais, estavam cicatrizados. Mas eu não havia ficado dias sem me cortar, apenas havia feito em outros lugares. Olhei para o meu pulso e imaginei como ele ficaria depois que a lâmina passasse por ele. Mesmo imaginando os dias que teria que ficar de casaco, não consegui evitar. Peguei a lâmina e começei com cortes pequenos, depois vieram os mais fundos, subiram até a metade do meu braço. Eu estava realmente desesperada, mas como sempre, quando vi o sangue saindo do meu braço era como se a dor estivesse saindo também. Mas eu já sabia que aquilo era passageiro. Sabia que quando os psiquiatras diziam “quem se auto-mutila tem apenas um prazer momentânio e ao se cortarem sentem o mesmo efeito que um viciado sente ao fumar cocaína ou qualquer outro tipo de droga”, estavam certos. Os cortes sempre foram o meu ponto fraco, era a minha cocaína diária. E quando ficava sem me cortar, era como se ficasse em abstinência dos cortes. Depois de ter feito tudo outra vez, estanquei o sangue e enfaixei o braço. Depois deitei, e a fome começou a pesar; “eu não posso comer, sou gorda”, repetia isso em minha cabeça enquanto enxarcava a capa do meu travesseiro com minhas lágrimas. O que eu já fiz de tão errado para merecer tudo aquilo como castigo? Eu não tinha a resposta, e parecia que eu estava longe dela. Eu me senti completamente sozinha. Depois de chorar mais, peguei no sono, acordei no outro dia com o celular despertando outra vez. Aquele mesmo toque do dia anterior que me despertou para um pesadelo. Dei um pulo da cama, e a primeira coisa que pensei foi “ah não, não era um pesadelo”. Mas eu tinha que ir para a escola. Tomei banho e me vesti, coloquei meu casaco como sempre. Peguei a mochila e sai, eram sete horas da manhã, mas o clica já anunciava um calor insuportável depois das dez horas da manhã, e eu continuaria de casaco mesmo se marcasse 40 graus. Mas enquanto caminhava até lá ainda havia um ventinho um pouco que refrescante. Olhava as pessoas caminhando na rua pare ver se alguma estava usando casaco, mas ninguém estava. Baixei a cabeça e segui, naquele horário ninguém me olharia estranho por conta de eu estar de mangas longas. Cheguei no portão e senti um nó na garganta e meu estômago começou a doer. Eu nem havia tomado café da manhã, e fiquei me perguntando como poderia estar com dor de estômago sem ter comido nada. Mas deduzi que poderia ser a falta de comida, mesmo assim continuei em jejum. Eu só conseguia pensar na voz delas me chamando de gorda. E eu já tinha certeza que aquela tal página era coisa delas. Não tinha como ter sido outra pessoa, pois elas me odiaram desde o primeiro olhar. O que eu havia feito pra elas? Nada. Eu nunca faço nada, deve ser esse o problema, eu sempre fico quieta pra tudo. Mas também eu não teria uma resposta suficientemente boa para os xingamentoss. Continuei andando e percebi que elas estavam me olhando. Apontavam pra mim e davam risadas, e haviam mais garotas com elas, mas não eram do nosso anos, eram mais velhas. Quando passei por elas de cabeça baixa consegui ouvir “viu que gorda?”. Elas tinham falado alto para fazer questão que eu ouvisse. Eu fui em direção ao banheiro, olhei para o meu celular e ainda faltavam cinco minutos para o sinal tocar. Me olhei no espelho e fiquei assustada, pela minha aparência. Tudo bem que eu não tinha vontade de me maquiar para ir para a escola, mas eu não tinha muita coisa para cobrir no meu rosto que fizesse alguém me notar. Eu não tinha espinhas nem manchas, minha pele era visivelmente limpa e lisa. Mas quando olhei o meu reflexo naquele espelho vi que havia algo de errado. Além dos olhos super inxados por conta de chorar eu estava com olheiras profundas, pálida. Meus lábios estavam totalmente sem cor, estava com uma aparência de doente, ou morta. Depois que me analisei entrei em um dos banheiros e fechei a porta, mas eu queria apenas ficar ali para esperar o tempo passar. Finalmente o sinal tocou, subi pra sala e não olhei para ninguém. Sentei na classe no fundo como havia feito no dia anterior, ninguém iria me notar mesmo. Fiquei olhando para o chão e esperando a professora chegar. Até então nenhuma piadinha ou provocações. Mas por dentro eu estava morta. A professora chegou e pediu que todos se sentassem. Mas eu levantei pois tinha que entregar aquele papel para que anotasse o meu nome na chamada. Enteguei o papel nas mãos dela.
- Aluna nova?
Ela perguntou com um ar simpático. Eu apenas fiz um sinal positivo com a cabeça e ela me olhou de uma forma estranha. A sala estava em silêncio.
- Você está bem?
Ela perguntou, e eu sabia que minha aparência não mentia: eu não estava bem. Eu estava a um dia sem comer e na noite passada havia chorado e me cortado.
- Sim
Respondi, mas sabia que ela não iria acreditar.
- Se não se sentir bem pode me avisar
- Ta bom
Peguei o papel e segui em direção a minha classe. Nenhuma palavra, eu estava até achando estranho. Mas resolvi não pensar naquilo pois estava bom sem ouvir os xingamentos. Ela começou a dar a aula e eu copiei o que ela passou no quadro. Depois o sinal tocou para o próximo periodo, e o outro. Pela manhã toda não houve uma palavra dirigida a mim a não ser a dos professores. Antes de sair para ir pra casa elas me derem uma tranquinha e eu cai no chão. Sai correndo e chorando outra vez, cheguei em casa e tudo aquilo se repetiu. De novo, e de novo… Todos os dias as coisas pioravam. Casa, brigas, escola, xingamentos, não comer, vomitar, me cortar, tudo isso se repetia. Fui me pesar e tinha emagrecido 15 quilos em um mês, eu estava completamente fraca. Mas mesmo estando magra ao ver dos outros eu me sentia gorda, e continuava vomitando e me cortando. E as garotas que me xingavam continuaram com as ofensas. A página feita pra mim ainda estava lá e continuavam postando coisas sobre mim e o meu peso. Fui em um site da internet fazer o cálculo se estava acima do peso, mas eu estava 5 quilos abaixo. Mesmo assim não parei de vomitar, vomitava de 5 a 6 vezes por dia. Ou passava o dia todo sem comer. Até que chegou um dia que elas me pegaram fora da escola e me bateram, cheguei com o olho roxo em casa e minha mãe ainda brigou comigo dizendo que eu era culpada. E tudo isso que escrevi acima foi para todos entenderam do porque de eu ter cometido um suícidio. Eu era culpada de tudo sempre, e não aguentava mais aquela situação na escola, No dia em que cheguei machucada em casa apanhei da minha mãe, e isso eu não aguentei, Ela não acreditou em mim, achou que eu me meti em uma briga porque quis. Ela não fez nada, nada. Depois que me tranquei no quarto como sempre, começei a escrever essa carta. Quem já leu até aqui sabe porque eu não aguentei por mais tempo não é? Agora que você está quase no final do texto eu já estarei morta. Não se culpe pela minha morte, não é culpa de ninguém. Foi melhor assim, e não chorem pois sei que não se importavam comigo. Tudo começou quando eu entrei naquela escola. Me perdoem, adeus.
Carta encontrada ao lado de Julia, quando seu corpo foi encontrado sem vida e coberto de sangue (desprez4d4)




